Governo do Distrito Federal
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1/07/13 às 17h28 - Atualizado em 1/07/13 às 17h50

Evento no Qatar tem participação de alunos com deficiência do DF

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Estudantes irão apresentar vídeo sobre futebol brasileiro no evento internacional que começa hoje

Rebeca Lustosa e Elcanã Maate – alunos com deficiência do Centro Interescolar de Línguas de Brasília (CIL) – receberam a missão de representar o Brasil no Qatar, de hoje (1) a 6 de julho, em um encontro com estudantes e professores de quase 50 países.

“Eles participarão da 25ª Conferência da Rede Internacional de Recursos Educacionais (Iearn) e da 17º Cumeeira da Juventude, que ocorrem simultaneamente e tratam do uso da tecnologia para aumentar a compreensão da língua estrangeira”, destacou a coordenadora do Projeto de Capacitação de Professores da escola, Cláudia Batista.

Segundo ela, tudo começou no site da Rede Internacional de Recursos Educacionais, com a produção do vídeo Deaf have dreams (em português, surdos sonham), que mostra as dificuldades encontradas pelos deficientes auditivos para comprar ingressos para eventos esportivos sediados no Brasil.

No portal -que possui cadastradas escolas de 130 países para estimular o contato entre jovens de diferentes pontos do globo e intensificar a prática de língua estrangeira- eles exibiram o material a estudantes americanos e trocaram informações sobre o tema.

“A partir disso, eles começaram a participar de um segundo projeto de edição de vídeo compartilhado, que será apresentado em Doha (no Qatar). O material sobre o futebol na vida dos brasileiros contém imagens de partidas e de seus expectadores”, explicou a professora que acompanha os alunos no trabalho, Ana Marwell.

SUPERAÇÃO- Rebeca, que possui dificuldades cognitivas e na coordenação motora devido à síndrome de nascença Smith-Magenis, superou as expectativas dos médicos, conseguiu concluir o ensino médio e hoje está empregada.

Hoje, para ela – que também terminou em 2009 o curso de língua inglesa e está no nível Intermediário de espanhol -, essa experiência significa mais um avanço.

“Depois que entrei no projeto tive que aumentar a prática do inglês para escrever e me comunicar com os outros alunos. Também sou a narradora do vídeo que será apresentado e, com essa função, melhorei meu aprendizado”, comemorou.

A mãe de Rebeca, Aurelinda Lustosa, disse que a filha pensou várias vezes em desistir de seus sonhos em razão das dificuldades ocasionadas pela doença. “Depois de receber apoio na escola, principalmente da equipe do CIL, minha filha se desenvolveu muito. Hoje, ela só pensa em ir mais longe”, relatou.

Elcanã, outro aluno premiado, nunca viajou para o exterior e nem esperava conseguir essa vitória. “É a primeira vez que vou sair do Brasil. Minha família ficou muito feliz quando recebeu a notícia”, afirmou.

Para o garoto, o projeto não só o ajudou a melhorar sua compreensão da escrita e da leitura como também conhecer outra cultura, a qual ele demostrou entender várias características.

“Já pesquisei sobre o Qatar na internet e sei que as pessoas usam roupas diferentes das nossas, as construções e arquitetura são bem robustas e o país é rico em petróleo”, ressaltou.

Os alunos embarcaram para o Qatar no fim de semana e estarão de volta a Brasília no próximo dia 6.

 

*Ailane Silva, da Agência Brasília