Governo do Distrito Federal
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20/05/13 às 19h23 - Atualizado em 11/10/17 às 16h44

O Brasil ganhou seu Coliseu

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Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi oficialmente inaugurado

Um monumento à altura daqueles que sonharam e construíram Brasília, assim ficou definido o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Inaugurado no sábado (18) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo governador Agnelo Queiroz, a nova ecoarena multiuso surpreendeu o público com sua beleza e imponência.

Em clima de alegria e descontração, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do governador Agnelo Queiroz e de quatro crianças, deu o pontapé inicial do meio do campo para inaugurar oficialmente o Mané Garrincha. “Até um ano atrás diziam que não conseguiríamos construir os estádios, que eles não ficariam prontos. Pois o que estou vendo são estádios modernos e de qualidade sendo entregues. Essa é uma demonstração da capacidade que nós, brasileiros, temos de, juntos, realizar o que muitos pessimistas de plantão sempre dizem que não somos capazes”, afirmou a presidenta.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não escondeu seu encanto com o estádio de Brasília que será palco da abertura da Copa das Confederações, em 15 de junho, entre Brasil e Japão. “Brasília entrega hoje, ao Brasil, o mais belo estádio da Copa do Mundo de 2014. O Mané Garrincha está à altura do sonho de todos aqueles que imaginaram a capital no coração no país”, elogiou. “Darci Ribeiro disse que o Brasil seria uma espécie de nova Roma, mais democrática, e essa nova Roma ganhou aqui o seu Coliseu”, destacou ele.

O governador Agnelo Queiroz fez questão de lembrar que o novo Mané Garrinchanão será apenas um local para competições esportivas. “Esse estádio tem o futebol em seu DNA, mas core em suas veias outras vocações. Aqui também acontecerão grandes eventos culturais”, disse ele falando do grande futuro que a obra terá gerando emprego e renda para todo o DF.

Homenagem aos operários

Apesar da monumentalidade do estádio e da arena levar o nome de um grande jogador brasileiro, os grandes homenageados da cerimônia foram os operários. Os 14 mil nomes que passaram pela obra foram gravados em duas paredes do estádio, como forma de reconhecimento pelo trabalho desempenhado nos últimos 1.027 dias. “Depois de 50 anos da construção de Brasília, milhares de operários se encontraram e se dedicaram 24 horas por dia para levantar esse estádio”, lembrou Agnelo Queiroz.

Junio Costa, um dos operários do estádio se emocionou ao entrar na obra pronta.”É fantástico, eu até me arrepio ao ver (o estádio) pronto; sou brasiliense de coração, estou aqui desde 1970, e essa, sem dúvida, é a obra mais bonita da cidade e ainda tem a minha mão”, destacou. Hidangley Souza, também trabalhou na obra e sente orgulho de fazer parte dessa história. “Eu posso depois contar para um filho meu que ajudei a construir esse estádio, um orgulho estar aqui desde quando era apenas um buraco”, enfatizou o operário