Governo do Distrito Federal
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12/08/21 às 21h54 - Atualizado em 12/08/21 às 22h02

Diplomatas experimentam comida de boteco e se encantam com coxinha de galinha

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Apoiadora do evento, Setur-DF leva embaixadores, cônsul e conselheiros para conhecer festival gastronômico e promove intercâmbio turístico a partir de receitas elaboradas com raiz e servidas com roupagem gourmet

 

Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, com embaixadores e representantes de Embaixadas na Universidade da Cerveja. Foto: Aurélio Pereira/Setur-DF

 

O embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, tem uma experiência peculiar com a gastronomia. Quando era universitário, em seu país, montou um bus truck e saiu vendendo comida típica. “Atendia entre 200 e 300 colegas na universidade, por noite. Ficava até à uma hora da manhã. Meu pai financiava a compra de peixe e frango. Eu cozinhava no ônibus e servia fora”, lembra o diplomata que se encantou com a Coxinha do Reitor, receita elaborada pelo bar Universidade da Cerveja, no Cruzeiro, para o festival gastronômico Comida de Buteco, em cartaz no DF até o dia 22 de agosto.

 

“Maravilhosa!”, descreveu o representante indiano. “É uma coxinha diferente, agradável… crocante por fora e suave por dentro. Elegante. E com os dois molhos que acompanham ficou sensacional”, avaliou o embaixador Suresh Reddy.

 

 

Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, com embaixadores e representantes de Embaixadas na Universidade da Cerveja. Foto: Aurélio Pereira/Setur-DF

 

O Comida de Buteco está em 15 bares do DF e em casas de outras 20 cidades brasileiras. Esta é a 21ª edição do evento, que este ano está em formato híbrido, com pratos servidos à mesa e atendimento por delivery. “Turismo é experiência e unir a gastronomia com a visitação é adquirir um conhecimento que somente o turismo pode proporcionar”, comentou a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça. Ao acompanhar o grupo de diplomatas ao festival, ela destacou que eventos que incentivam a população a sair e experimentar a culinária local e regional são fortes estimuladores da promoção turística, porque oferecem oportunidades culturais e sociais.

 

“Brasília é o terceiro polo da gastronomia nacional e trazer um festival deste porte para cá é oportunizar o conhecimento de uma diversidade gastronômica imensa. Afinal, somos a síntese do Brasil. Temos aqui receitas e chefs de todas as partes oferecendo de forma excepcional as melhores receitas que temos”, disse a Secretária.

 

“Essa é uma experiência que não existe em outros países. Boteco é coisa brasileira”, disse o embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo. “É uma comida magnífica, mas ao mesmo tempo informal. E proporciona o encontro de amigos, assistir uma partida de futebol e, ao mesmo tempo, saboreando uma excelente comida, de alto nível e em um lugar mais simples, sensível à convivência, aberto.” O representante paraguaio destacou o sabor peculiar da Coxinha do Reitor, cuja massa tem mandioca como base. “Magnífica, é alta cozinha”, elogiou.

 

Batatas fritas ao queijo, cobertas por cebolas union crispy, da Universidade da Cerveja. Foto: Aurélio Pereira/Setur-DF

 

O conselheiro da Embaixada do Peru, Iván Rodríguez, está no Brasil há cinco anos e disse já ter comido muita coxinha. “Mas essa coxinha aqui é excelente. A qualidade dos ingredientes é formidável. A mandioca caiu muito bem na receita. No Peru também tem mandioca, lá é uma raiz muito consumida, mas a qualidade da mandioca desta coxinha está espetacular”, avaliou o diplomata que vem de um país que repaginou a gastronomia mundial. “Talvez seja a melhor coxinha que já comi no Brasil”, elogiou o representante peruano.

 

José Loreto, conselheiro da República Dominicana, elogiou a iniciativa do festival e agradeceu o convite da Setur para conhecer as receitas tradicionais de boteco. “Esses eventos são ótimos, revelam a cultura brasiliense, a história dos botecos”, disse o diplomata. Ele encheu a Coxinha do Reitor de elogios: “Achei muito boa. Essa foi a maior coxinha que já experimentei. Diferente, um sabor diferente da coxinha tradicional. Parabéns à chef Fabiana. Espero poder voltar mais vezes aqui.”

 

 

A palavra “boteco” é única. A frase é do cônsul chileno Jesus Díaz Carazo. Ele ficou entusiasmado com o festival. “Agradeço muito esse convite da secretária Vanessa”, disse o diplomata. Ele destacou que no mundo não existe uma palavra similar para boteco. “Isso é representativo da cultura brasileira”, ressaltou o diplomata. Para ele, essa opção de poder sair com os amigos, a família, para um local mais simples e ter a oportunidade de saborear pratos típicos “é única, é característica turística do Brasil”. Jesús Carazo destacou também o sabor da mandioca na massa da coxinha.

 

Coxinho do Reitor. Prato que concorre ao Comida de Boteco, da Universidade da Cerveja. Foto: Aurélio Pereira/Setur-DF

 

A “massinha de mandioca” da Coxinha do Reitor foi pensada por Fabiana Palludo pelo desafio do festival de se trabalhar com uma raiz. “Mandioca é raiz”, lembrou a chef. “O nome do bar é Universidade. Coxinha é um petisco típico. Então juntei as três coisas para fazer a Coxinha do Reitor”, definiu a Chef.

O sócio da Casa, Robson dos Reis, disse que esta é a segunda vez que eles participam do evento. Ele considerou a primeira semana como de bom resultado e informou que a demanda está equilibrada entre a presença física do público e os pedidos por delivery. Robson informa que o prato do festival é uma porção com três coxinhas grandes e dois molhos, sendo um mais picante. “Mas quem quiser também pode pedir uma entrada opcional que acompanha o prato”, acrescenta o empresário sobre a porção de batatas fritas ao queijo, cobertas por cebolas union crispy finíssima, uma especialidade da chef Fabiana Palludo que já ganhou fama no DF.